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Machado de Assis


Joaquim Maria Machado de Assis, mais conhecido como Machado de Assis é considerado uns dos maiores escritores da literatura Brasileira, e não é por menos, o mesmo criou diversas obras de grande importância para a historia cultural da literatura.  Vamos adentrar um pouco na trajetória de vida do mesmo e conhecer as principais obras que marcaram e ainda marcam época nos dias atuais.

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TRAJETÓRIA DE MACHADO DE ASSIS

Falar de Machado de Assis é falar de um grande gênio escritor que criou diversas obras literárias de nuances sérias da sociedade vigente e ao mesmo tempo com tons humorísticos. Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 1839, e faleceu em 1908, com 69 anos de idade, nos dias atuais completa-se 180 anos da sua grande existência.

Machado de Assis cresceu nas periferias do Rio de Janeiro, mais especificamente no chamado Morro do Livramento, de família humildade, neto de escravos, atravessou barreiras e dificuldades ao longo do caminho para assim conseguir seu cargo como funcionário público e dedicar fielmente aos estudos, além do amor pelos livros, tinham grande paixão por Carolina, sua esposa, que viveu até o fim dos seus dias.

Além de Funcionário Publico Machado de Assis também trabalhou em Jornais, sua grande paixão e dedicação sempre foi os livros, um homem com inteligência apurada e com uma grande carga de conhecimento de grande importância para sua criação literária, diante disso, escreveu seu primeiro poema chamado “Ela”, o poema foi escrito através da colaboração de Machado como o Jornal, chamado na época de Jornal Marmota.

Contudo, Machado de Assis começou a escrever suas obras bem cedo, alguns acontecimentos durante sua vida abalaram essa paixão, como a morte da sua mãe e consequentemente tempos depois foi criado pela sua madrinha, à madrasta também foi considerada de grande ajuda na trajetória do mesmo, pois seu pai algum tempo depois casou-se novamente.

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Nos tempos atuais, Machado de Assis é presidente vitalício da ABL (Academia Brasileira de Letras) Em 1896, foi pessoalmente na primeira sessão da Fundação da academia e é eleito a presidente na inauguração da mesma. Isso mostra o quanto Machado foi e é uma grande figura na literatura Brasileira.

OBRAS DE MACHADO DE ASSIS

Machado de Assis pode ser considerado polígrafo, pois mergulhou em diversos gêneros literários, como romance, teatro, matérias de jornais, poesia, crônicas, e foi nas crônicas de romance e contos que mais se destacou. No teatro, chamado de Teatro de Machado de Assis, escreveu duas grandes comedias, o Protocolo e o Caminho da Porta.

Inicialmente Machado começou a produzir poesias e peças teatrais, e a partir disso começou a construir obras românticas que denominamos de 1 fase romântica, ou seja, um gênero literário. Machado de Assis em suas obras teve de grande referencia o também escritor Jose Alencar.

O primeiro livro na fase romântica foi ressurreição de 1872, um livro considerado sem grandes melancolias ou até mesmo sem grandes excessos sentimentais. A mão e a Luva, segundo romance do escritor, publicada em 1874, Helena, de 1876, Helena foi um livro que marcou o rompimento com certos padrões exigidos e colocados pela sociedade presente da época, ou seja, a burguesia, contendo criticas e grandes ironias. E por fim, Iaiá Garcia ultimo livro da primeira fase romântica, publicado em 1878.

Já na fase do Realismo, Machado de Assis olha em torno de si e da sociedade e questiona as principais problemáticas da época, diante disso, advêm a fase do realismo, rompendo com a produção romântica, ou seja, sai do idealismo romântico, e olha para uma sociedade com grandes problemas sociais, questionando a igreja, o casamento, a famosa família tradicional Brasileira.

O primeiro Livro que Marcou definitivamente o Realismo no Brasil, foi Memórias Póstumas de Brás Cubas, de 1881, Quincas Borbas, 1891, Dom Casmurro, 1899, Esaú e Jacó, de 1904, e no ano da sua morte publicou Memorial de Aires, de 1908.

Diante de todo esse pensamento realista e até mesmo pessimista de Machado de Assis, o mesmo foi bastante criticado por contemporâneos da época.

Com toda essa obra bem extensa, em Janeiro de 1904, segue com sua Esposa Carolina Augusta, a cidade de Friburgo, é ali que a mesma morre de uma grave enfermidade. Machado foi casado com Carolina por quase 35 anos, não possuíram filhos. O mais emocionante de toda trajetória de Machado, é que com a morte da sua Esposa, dedicou a sua mulher o soneto “A Carolina”

A CAROLINA

 “Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, – restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.”

Em 29 de setembro, Machado de Assis veio a falecer, no Rio de Janeiro, em sua cidade de origem, é enterrado juntamente na sepultura da sua esposa Carolina, dando fim e recomeço ao grande legado Machado de Assis.

Infelizmente o tempo ainda é muito indiferente com as grandes literaturas já criadas ao longo do tempo, é de suma importância exercitar e possibilitar total acesso a esses livros, livros esses que trazem grandes ensinamentos e principalmente lições para a vida toda, construir isso no cotidiano e no cenário de sala de aula é de grande importância, lendo, aprendendo juntamente com os alunos, retirando a grande “desculpa” que livros literários são de difícil leitura e compreendimento. É preciso pontuar que os livros literários são importantes e precisam ter mais presença no ensino e na trajetória de livros que devem ser lidos.

Concluindo todas as informações mencionadas, aqui está uma pequena frase de Machado de Assis, que aspira ao tempo:

“Tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um tumulo. Também se bordar nada. Nada em cima de invisível é a mais sutil obra desde mundo, e acaso do outro.”

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