Planejamentos de Aula BNCC Editáveis

Projeto Dia da Consciência Negra

Nesta postagem selecionamos para vocês algumas sugestões de Projeto Dia da Consciência Negra para trabalhar com alunos de todas as idades.

O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em todo o território nacional. A data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares. Ele foi um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou para a libertação do seu povo e contra o sistema escravista.

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Projeto Dia da Consciência Negra: Contribuições da Cultura Africana

JUSTIFICATIVA

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Em meio à diversidade de valores e culturas a que estamos inseridos, faz-se necessário repensarmos nossas ações diante das atitudes de desrespeito com os afro-descendentes que forma a maioria da população brasileira sendo historicamente discriminados e desrespeitados em suas raízes e manifestações.

Assim sendo, percebe-se a necessidade de um trabalho constante desde as sérias iniciais, proporcionando debates constantes, momentos de reflexão e valorização da cultura Africana, compreendendo sua importância para diálogo e convivência harmônica com a diversidade.

Objetivos

  • Valorizar a Cultura negra e seus afro-descendentes na escola e fora dela;
  • Promover a reflexão e resgate da identidade negra;
  • Reconhecer alimentos, receitas e objetos de origem africana;
  • Construir conhecimentos sobre as tradições, crenças e maneiras de vestir-se;
  • Produzir e recitar poemas.

METODOLOGIA

  • Pesquisas;
  • Exposição de pratos típicos;
  • Poemas, contos, músicas;
  • Danças;
  • Teatro;
  • Apreciação de Filmes,
  • Desfile com roupas de origem Africana;
  • Exposição de objetos;
  • Apresentação de coreografias;
  • Produção e exibição de vídeos;
  • Apresentação de Capoeira;
  • Criação e recital de poesias

Avaliação

  • Observação e registro do desenvolvimento das atividades;
  • Questionamentos orais;
  • Observação das ações e atitudes de cada um frente as diversidades.

[alert-note]“Resgatar a nossa memória significa resgatar nós mesmo da armadilha do esquecimento, Significa estarmos reafirmando a nossa presença ativa na história pan-africana e na realidade universal dos seres humanos.” (Abdias Nascimento)[/alert-note]

Ser Negro…

Projeto Dia da Consciência Negra - 20 de Novembro


Projeto Dia da Consciência Negra Ensino Fundamental

Objetivos:

Valorizar a cultura afro-descendente, bem como seus costumes, valores, lutas e ensinamentos transmitidos a sociedade.

Objetivos Específicos:

  • Elevar a auto estima dos alunos, respeitando seus talentos;
  • Conscientizar todos os envolvidos quanto ao respeito as diferenças, através de ações de valores.
  • Respeitar a cultura e manifestações dos negros;
  • Incentivar o bom relacionamento entre todos.

Detalhamento das ações:

  • Palestras sobre a cultura negra e bullying;
  • Exposição de trabalhos criados pelos negros;
  • Apresentações artísticas e culturais dos negros;
  • Apresentações de paródias, músicas, e danças.
  • Pesquisas de pessoas negras que realizaram ações importantes no mundo e no Brasil.
  • Apresentações de videos educativos sobre o tema (Negrinho do pastoreio)
  • Atividades de colagens sobre as brincadeiras dos negros;
  • Montagens de cartazes sobre discriminação racial, com imagens de revistas e livros usados;
  • Construção de panfletos educativos sobre a valorização da cultura negra.

Avaliação:

A avaliação do Projeto Dia da Consciência Negra Ensino Fundamental será com a culminância do projeto no pátio da escola, com exposição dos trabalhos artísticos feitos durante as semanas, bem como uma apresentação teatral e desfile dos alunos.


Projeto Consciência Negra: Educação não tem cor.

I – IDENTIFICAÇÃO

1.1. Instituição
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Aluízio Ferreira/ Ji-Paraná-RO

1.2. Autores
Professores das diferentes áreas do Ensino Médio Regular e Seriado

1.3. Público Alvo
Alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio Regular e Ensino Médio Seriado.

1.4. Problemática

Historicamente, o Brasil, no aspecto legal, teve uma postura ativa e permissiva diante da discriminação e do racismo que atinge a população afrodescendente brasileira até hoje. Nesse sentido, ao analisar os dados que apontam as desigualdades entre brancos e negros, constatou-se a necessidade de políticas específicas que revertam o atual quadro.

1.5. Finalidade
No campo da educação, promover uma educação ética, voltada para o respeito e convívio harmônico com a diversidade deve-se partir de temáticas significativas, que propiciem condições para que os alunos e as alunas desenvolvam sua capacidade dialógica, tomem consciência de nossas próprias raízes históricas que ajudaram e ajudam a constituir a cultura e formar a nação brasileira; pois, o preconceito e o racismo são uma das formas de violência. Diante disso, quais as situações que temos possibilidades de mudar? Qual seria a nossa contribuição concreta para viabilizar a conscientização das pessoas? São perguntas que o projeto prevê responder através de um olhar interdisciplinar

1.6. Título
Projeto Consciência Negra: Educação não tem cor.

II – JUSTIFICATIVA

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho, comemorar esta data é debater e refletir sobre as diferenças raciais e a importância de cada um no processo de construção de nosso país, estado e comunidade.

O desafio de ensinar que também somos frutos desses elementos étnico-culturais, que contribuíram de várias maneiras para a formação da sociedade brasileira, não era tarefa fácil. Era preciso criar estratégias para o direcionamento da ação docente e que essas pudessem promover a reconstrução e a ressignificação de conceitos, contextos e métodos que auxiliassem na narrativa do professor.

Nas últimas décadas, a historiografia vem apresentando uma série de novos trabalhos que procuraram renovar a percepção sobre a escravidão negra e nossa sociedade ao longo da história. A forma de enxergar a participação do escravo nas ações e práticas cotidianas também foi repensada.

Uma abordagem sobre a escravidão que considera simplesmente a violência física e a opressão sobre os escravos – e que não os observa enquanto sujeitos que procuraram vencer o cativeiro, provocando outras ações além de fugas e agressões a seus senhores – já não é mais recomendada para o ensino na escola.

O conhecimento histórico não é imutável e pode ser revisto à medida que o campo científico avança, que nos leva a refletir constantemente sobre a nossa formação e os saberes docentes que reunimos para realizar o trabalho em sala de aula.

Hoje, a lei brasileira obriga as escolas a ensinarem temas relativos à história dos povos africanos em seu currículo. Além disso, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que a diversidade cultural do país deve ser trabalhada no âmbito escolar. “A sociedade em que vivemos valoriza outro estereótipo, o que resulta na invisibilização do negro. Isso tem um efeito bastante perverso: as crianças negras nunca se vêm e o que elas olham é sempre diferente delas”, explica Roseli, que coordenou o grupo responsável pelo documento sobre Pluralidade Cultural nos PCNs. “A pluralidade cultural é um tema que pode ser abordado de forma transversal, em várias disciplinas”, conclui. Estratégias simples, como a introdução de bonecas negras, podem ter um efeito positivo para reforçar a identificação cultural dos alunos negros. “Revelar a África pela própria visão africana também surte efeito. O continente produz cultura, histórias e mitologia, o que a perspectiva eurocêntrica não nos deixa ver”, diz Oswaldo de Oliveira Santos Junior, pesquisador do Núcleo de Educação em Direitos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo.

Em meio à diversidade de valores e culturas a que estamos inseridos, faz-se necessário repensarmos nossas ações diante das atitudes de desrespeito com os afrodescendentes que formam a maioria da população brasileira sendo historicamente discriminados e desrespeitados em suas raízes e manifestações.

Assim sendo, percebe-se a necessidade de um trabalho constante desde as sérias iniciais até o ensino médio, proporcionando debates constantes, momentos de reflexão e valorização da cultura Africana, compreendendo sua importância para diálogo e convivência harmônica com a diversidade.

III- OBJETIVOS

3.1. OBJETIVO GERAL

Levar os alunos a refletirem sobre a diversidade étnico-cultural para compreenderem que cada povo possui sua identidade própria, presente nas crenças, costumes, história e organização social. Perceberem suas contribuições para o desenvolvimento da humanidade, em especial do Brasil, também levar o aluno a se perceber parte desse povo. Assim, promover o respeito às diferenças de qualquer gênero para a valorização do ser humano e da identidade cultural de todos os povos, para que dessa forma mudanças significativas na prática social sejam percebidas e seja efetivado o desenvolvimento da consciência cidadã.

 3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  •  Promover o crescimento do aluno como ser crítico;
  •  Oferecer aos alunos conhecimentos que lhes permitam buscar a superação do racismo e preconceito;
  •  Proporcionar aos alunos momentos de reflexão sobre a riqueza presente nas diferentes culturas;
  •  Desenvolver a co-responsabilidade pela vida social como compromisso individual e coletivo;
  •  Destacar as diferentes formas de racismo e discriminação através do resgate da memória cultural do povo negro;
  •  Estimular o respeito aos direitos humanos e exclusão de qualquer tipo de discriminação;
  •  Trazer à tona discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um posicionamento mais crítico frente à realidade social em que vivemos.

IV – METODOLOGIA

A prática de ensino objetivada neste projeto visa promover uma educação ética, voltada para o respeito e convívio harmônico com a diversidade.
Sugestões de atividades:

Língua Portuguesa

  • Pesquisar palavras de origem africana;
  • Produzir, utilizando diferentes formas de expressão, textos individuais e coletivos sobre os debates e as reflexões do assunto;
  • Leitura e produção de textos de diferentes gêneros sobre preconceito racial;
  • Leitura de imagens: várias realidades vivenciadas por negros.

História

  • Refletir em relação ao início do racismo no Brasil;
  • Reconhecer a herança cultural dos negros;
  • Refletir e opinar sobre o papel do negro na formação da nação brasileira;
  • Debater temas como: Preconceito racial/ O processo de abolição;
  • Apresentação de figuras ilustres negras e mestiças da história brasileira passada e atual, bem como de pessoas afro brasileiro do convívio dos alunos.

Geografia

  • Localizar comunidades negras no Brasil;
  • Formação do povo brasileiro;
  • As migrações.

Sociologia e Filosofia

  • Contextualização de temas como: A África – Apartheid – Preconceito racial;
  • Contribuições das civilizações africanas para a formação da sociedade brasileira.

Ciências/Física/ Química/ Biologia

  • Genética dos negros (presença ou ausência de melanina);
  • Doenças edênicas de origem africana;
  • Leitura e análise de textos que refletem as condições subumanas vivenciadas por muitos negros em nosso país.

Matemática;

  • Textos que retratem a discriminação racial contendo dados numéricos;
  • Elaboração de questionário e realização de pesquisa sobre discriminação racial;
  • História da Matemática;
  • Construção e análise de gráficos.

Artes e Educação Física

  • Observar manifestações de arte realizadas pelos povos afro-brasileiros;
  • Vivenciar através de músicas sobre o tema um pouco da cultura africana através do canto e de dramatizações;
  • A influência africana na nossa culinária, na dança, na música, na vivência religiosa e no jeito de ser brasileiro;
  • Apresentação de peças teatrais, fantoches, recitais, exposições.

Inglês

  • Identificação e tradução de palavras referentes aos seguintes temas: Pobreza, Discriminação e Injustiça;
  • Trabalhar textos e músicas voltadas  para os aspectos raciais.

Após a realização das atividades o projeto culminará com um evento que envolverá toda a comunidade escolar interna através da “Noite cultural – A educação não tem cor”.

V – CRONOGRAMA

Março- Elaboração do projeto.
Outubro – Desenvolvimento das atividades nas diferentes áreas
1º a 20 de novembro- Organização da apresentação para a Noite Cultural
21 de novembro- Noite Cultural


Projeto Dia da Consciência Negra: Recursos Complementares:

Dentre vários recursos que podemos utilizar atualmente nas sala de aula ainda mais com o avanço significativo na tecnologia, recomendo essas postagens do nosso parceiro SÓESCOLA, que irão colaborar no Projeto Dia da Consciência Negra:

Especial Dia da Consciência Negra – Menina Bonita do Laço de Fita:

Atividades para o Dia da Consciência Negra:

Ideias Variadas – Dia da Consciência Negra: