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Racismo no Brasil


Nesta postagem vamos compartilhar com vocês um pouco sobre o Racismo no Brasil: significado, curiosidades, discriminação social, história, textos e propostas de redação e textos sobre racismo do Brasil e Bullying (Violência).

Racismo significado

O racismo é tão sério e injusto que se tornou uma das maiores preocupações da Organização das Nações Unidas. Mas qual o significado desta palavra? confira:

  • conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre as etnias.
  • doutrina ou sistema político fundado sobre o direito de uma raça (considerada pura e superior) de dominar outras.

O racismo é uma discriminação social que tem como base principal o conceito de diferentes raças humanas, onde uma é superior ou se sente superior às outras.

Racismo no Brasil

“O racismo não existe no Brasil”. “O Brasil é uma democracia racial”. Com base em ambas as afirmações, muitos autores nacionais têm uma perspectiva que acaba negando a existência de uma cultura racista em nosso país. Um dos nossos principais desafios é superar a noção de que, diferentemente de outras raças, a nossa escapou dos malefícios da discriminação, do preconceito e do racismo.

O Brasil se considera e é considerado uma das poucas “democracias racistas” do planeta, o que motivou a UNESCO, em 1950, a promover um estudo sobre as relações harmoniosas entre as raças no Brasil. A conclusão revelou que temos um país multirracial, onde a discriminação era tênue, e não escapamos da estratificação, na medida em que há forte desigualdade social entre os vários grupos raciais. Esse racismo dissimulado com que convivemos pode ser expresso nas questões formuladas pelo antropólogo. Lilia Schwarcz em seu livro “O espetáculo das raças”: (1) Você é preconceituoso? 99% das pessoas responderam “não”. (2). Você conhece alguém que é preconceituoso? 98% responderam “sim”! O primeiro passo no reconhecimento das questões raciais como questões relevantes em nível nacional é entendê-lo como responsabilidade de todos aqueles que lutam pela edificação de uma sociedade justa, igualitária e fraterna. Para conseguir isso, é necessário quebrar o silêncio histórico dos estudiosos, partidos políticos, estudantes universitários intelectuais e aqueles que operam a lei sobre questões raciais. A Constituição Federal de 1988 renovou várias disposições em áreas distintas. Ao criminalizar o racismo (art. 5º, inciso XLII) também reconheceu sua existência e, consequentemente, a existência de desigualdades raciais. O objetivo deste artigo é discutir de forma concisa as questões que envolvem essa questão.

Nenhum país do mundo é totalmente livre de preconceito, discriminação ou racismo. Como Tulio Kahn observa: “a teoria do cruzamento de raças e a crença na democracia racial brasileira contribuem, de fato, para a existência de relações amigáveis ​​entre os vários grupos raciais, étnicos e religiosos – enquanto o racismo explícito é socialmente reprovado no país. . No entanto, por muito tempo tal ideologia impediu o reconhecimento público de um problema racial no Brasil, que de fato existe, mesmo que expresso secretamente ”. Tais observações explicam porque 99% das pessoas no Brasil negam ser preconceituosas e ao mesmo tempo – sempre – conhecer alguém que é.

Deve-se mencionar, por outro lado, que o racismo não é uma política oficial do Estado, como o apartheid na África do Sul, onde houve o reconhecimento entre as raças da superioridade do branco. Nesta hipótese, existe uma discriminação nacionalizada que é, portanto, legal. Nem é uma doutrina semi-oficial em que um tratamento desfavorável é dado a uma pessoa com base em seu grupo ou características raciais. O racismo brasileiro é um racismo que todos negam, mas – ao mesmo tempo – todos afirmam. Alguns dados estatísticos podem explicar esses paradoxos.

Na PNAD realizada em 1999, que contém os dados mais recentes e confiáveis, 54% dos mais de 160 milhões de brasileiros se declararam brancos, 5,4% declararam-se negros (terminologia oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estatística – IBGE) e 39,9% chamavam-se mulatos, ou seja, pele escura. Dessa população, as taxas de analfabetismo são: 8,3% brancas, 21% negras e 19,6% mulatas. Ou seja, os negros são 2,5 vezes mais analfabetos do que brancos.

Os brancos ganham, em média, 5,25 vezes o salário mínimo. Negros ganham 2,43 vezes o salário com mulatos 2,54 vezes o salário mínimo no final de cada mês de trabalho. Portanto, a renda média de uma pessoa branca é mais que o dobro da renda média de uma pessoa negra. Quase 14,6% dos negros são empregados domésticos. Apenas 6,1% dos brancos trabalham nesta função (há duas vezes e meia mais negros que os brancos que trabalham nesta atividade menos qualificada). Entre os pardos, o percentual é de 8,4%.

A principal universidade brasileira, em termos de pesquisa, número de alunos e qualidade de ensino é a Universidade de São Paulo. A maneira de selecionar os alunos é feita através de um rigoroso vestibular no qual a competição é extremamente difícil. Na universidade, 79,5% dos estudantes são brancos contra 1% dos negros. Apenas 6% dos estudantes são mulatos, enquanto 12,9% são orientais. A população de negros e mulatos no Estado de São Paulo é de 33,1%, enquanto a população amarela não ultrapassa 1,8%. Assim, negros e mulatos estão sub-representados na Universidade de São Paulo quase 5 vezes.

Os dados acima expressam a correlação entre as relações socioeconômicas e os aspectos raciais. Alguns dados interessantes sobre o sistema de justiça e sua relação com as raças podem ser reunidos. A taxa de encarceramento por grupo racial em São Paulo é de 76,8 para cada 100 mil habitantes brancos e 140 para cada 100 mil mulatos aumentando para 421 para cada 100 mil negros. Isso significa que uma pessoa negra tem 5,4 mais chances de estar na prisão do que uma branca. Enquanto os brancos estão sub-representados nas prisões de São Paulo, os negros são super-representados. Fenômenos semelhantes ocorrem em países multirraciais que têm problemas raciais reconhecíveis seriamente. Nos EUA, por exemplo, essas taxas são de 3.785 por 100 mil negros, 1.773 para hispânicos e 407 para brancos.

Segundo o Departamento de Assuntos Penitenciários de São Paulo, em pesquisa realizada em uma de suas prisões, em 1997, brancos, negros e mulatos tinham sentenças diferentes de acordo com os crimes cometidos. Com os homicídios, a sentença média para os brancos era de 20,1 anos. Para os mulatos essa carga resultou em 25 anos e para os negros 35,7. Além disso, os brancos tinham menos convicções do que os negros. (1,4 condenações contra 1,8). Isso significa que, além de serem condenados com mais frequência, suas sentenças são proporcionalmente mais longas.

Todos esses dados nos permitem chegar a uma conclusão simples: os brancos têm melhores padrões de vida, mais acesso à educação, melhores empregos e salários, frequentam mais as universidades públicas (de graça), participam menos do que os negros no sistema de justiça porque são menos processados, presos e condenados. Se é verdade que depois da abolição dos escravos não havíamos erigido um novo sistema de segregação racial, com a proibição de casamentos entre brancos e negros ou a proibição legal de negros de frequentar todas as escolas brancas, também é verdade que esta breve lista de dados nos mostra que, em matéria racial, somos, pelo menos, um país injusto.

Veja também: Industrialização no Brasil

Breve história das relações raciais no Brasil

Relações raciais no Brasil

A existência do racismo segue o homem. O sentimento humano sempre tentou mostrar sua superioridade sobre os outros animais, além de se diferenciar de outros homens considerados inferiores. Na Índia, no Código de Manu, o estrangeiro e o pária social não tinham equivalência legal. Em hindu, o elenco é “baru”, uma palavra que significa cor, o que mostra, possivelmente, alguns sentimentos racistas. Por outro lado, o Talmud, dos hebreus, transborda sua sabedoria sobre a virtude da humanidade. O homem não deve se sentir orgulhoso ou exaltado sobre outras coisas, pois se ele / ela foi criado por Deus no sexto dia do processo de criação, o mosquito foi criado antes dele / dela. A Bíblia nos ensina que Moisés, aquele que libertou os hebreus, teve contra ele murmúrios de repreensão e desaprovação de Aarão e Miriã, porque ele se casou com a etíope. (Números 12.1). A compensação divina restauraria a justiça, mesmo de maneira irônica, porque “Miriam ficou leprosa, branca como a neve” (Nm 12.10).

Se alguém concorda ou discorda de François Jacob, prêmio Nobel de Biologia, quando afirma que o conceito de raça é, para nossa espécie, não operacional (o que significa que a “raça” branca ou negra não existe), ainda temos que viver com racismo quando, reafirmamos, não há meios científicos que possam mostrar a existência de diferentes raças na espécie humana. As palavras racismo, preconceito e discriminação, apesar de lidarem com conceitos convergentes, não têm o mesmo significado. “Com o termo racismo entendemos que não é uma descrição da diversidade das raças ou dos grupos humanos étnicos, realizada pela antropologia física ou biologia, mas uma referência do comportamento individual à raça a qual ele pertence e, principalmente, , o uso político de alguns resultados científicos aparentes, para nos fazer acreditar na superioridade de uma raça sobre as outras ”. O racismo é a pretensão de superioridade branca sobre os negros que faz com que uma ideia, de acordo com aqueles que ocupam uma posição melhor no status social, seja autorizada a praticar atos que reduzam ou dominem os supostos inferiores.

O Brasil, enquanto colônia de Portugal, sempre teve escravidão. Trabalho envolvendo terra usou escravos com algumas exceções. No início do século XIX, embora a escravidão fosse adotada por Portugal, que na época era a metrópole brasileira, a existência de mão-de-obra escrava não interessava aos ingleses interessados ​​em criar um mercado consumidor na América do Sul. Nessa época, o tráfico de escravos era liderado por Portugal e levou a Coroa inglesa a pressionar os portugueses a acabar com o tráfico de negros. A partir de 25 de março de 1807, o tráfico foi considerado ilegal por sujeitos ingleses e, a partir de 1º de março de 1808, um crime contra a humanidade. O principal alvo dessas medidas era Portugal (e suas colônias) onde existia o trabalho escravo. Em 1810, os ingleses forçaram os portugueses a assinarem um “Tratado de Cooperação e Amizade”, assinado pelo conde Linhares e Lorde Strangford, no qual esse assunto foi mencionado. À medida que o tráfico de escravos continuava, a nova pressão inglesa culminou na aprovação da primeira lei brasileira contra o tráfico de escravos, em 7 de novembro de 1831.

Racismo no Brasil: a Desigualdade Racial no Brasil

Texto sobre o racismo no Brasil

Texto I

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989

Define os crimes de resultantes de preconceito de raça ou de cor

Art 1º – Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminalização ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

(Disponível em: www.planalto.gov.br – Acesso em: 25 maio 2016. Fragmento).

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Texto II

Ascendendo à condição de trabalhador livre, antes ou depois da abolição, o negro se via jungido a novas formas de exploração que, embora melhores que a escravidão, só lhe permitiam integrar-se na sociedade e no mundo cultural, que se tornaram seus, na condição de um subproletariado compelido ao exercício de seu antigo papel, que continuava sendo principalmente o de animal de serviço. […] As taxas de analfabetismo, de criminalidade e de mortalidade dos negros são, por isso, as mais elevadas, refletindo o fracasso da sociedade brasileira em cumprir, na prática, seu ideal professado de uma democracia racial que integrasse o negro na condição de cidadão indiferenciado dos demais.

(RIBEIRO, D. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras. 1995. Fragmento).

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Os tipos de Racismo no Brasil

Há variados tipos, sendo eles, o racismo individual, racismo institucional, racismo cultural, racismo primário, racismo comunitarista e racismo ecológico. Abaixo será descrito o que cada um deles significa.

  • Comunitarista ou Diferencialista: este racismo se caracteriza como contemporâneo (anti-racismo), ele enfatiza que o conceito de raça não é natureza. Além de ser explanado conforme as diferenças existentes no meio.
  • Racismo Cultural: o racismo em questão se sobrepõe no meio cultural, ele se transcende na religião, crenças, línguas, costumes, nos meios artísticos como músicas, teatro, ou seja, ele abrange toda a parte cultural de uma sociedade.
  • Racismo Ecológico (Ambiental): quando se tem a destruição da natureza, do meio ambiente em si, colocando em risco não só o meio natural, mas também quem depende dele, como os animais e também famílias que o habitam.
  • Individual: provenientes de atitudes individuais, onde é manifestado por meio de estereótipos e interesses pessoais.
  • Racismo Institucional: este tipo de preconceito é proveniente de instituições econômicas, política, entre outras; essas instituições difamam a classe mais vulnerável como os índios, mulheres, negros, excluindo-os de forma direta ou indireta.
  • Primário: é um fenômeno psicossocial, emocional e até passional, ele advém do estado de espírito irracional, correspondente ao mito. Já o racismo secundário é classificado pelo etnocentrismo secundário, e o racismo terciário é aquele que tem explicações científicas.

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Racismo no Brasil x Bullying (Violência)

Um assunto que está ligado diretamente com o racismo é a violência, seja ela nas escolas e em qualquer lugar do mundo. Em grande parte dos casos ocorridos ele foi gerado por meio do racismo e preconceito.

As pessoas, muitas vezes, deixam que o Bullying passe despercebido. O Bullying não acontece só no meio escolar, ele está presente nas ruas e até mesmo dentro de casa. É preciso tomar cuidado, da forma como expressamos uma opinião para nossos filhos, pois está pode ser compreendida de outra forma e assim fazer com que a criança expresse isso de forma que repreenda os colegas na escola ou no meio em que se socializa.

Muitos casos de Bullying levam a morte, pois o mesmo é prejudicial para a pessoa que está lidando com ele, podendo provocar depressão, exclusão do meio social, levando o indivíduo ao suicídio. Em outros casos o ato é tão violento que o praticante ocasiona a morte da vítima. Tudo isso associa-se com o assunto abordado, porque o que leva um ser a praticar atos como esse é ele achar que é superior que o outro, reprimindo-o de formas abusivas.

Por isso é imprescindível que atos como este sejam objurgados, evitando tragédias. Assim sendo, o papel dos pais, escola e também da sociedade como um todo farão grande diferença para que isso seja combatido.

Saiba mais clicando aqui!

Proposta de redação sobre o Racismo no Brasil

Escreva um texto dissertativo argumentativo sobre o tema ―Racismo: o problema com raízes ainda profundas na sociedade Brasileira”. Seu texto deve:

  • Ser escrito com caneta azul ou preta;
  • Ter entre 25 e 30 linhas.
  • Ter proposta de intervenção na conclusão.

Racismo no Brasil – Expressões racistas que precisam sair do seu vocabulário

  1. “ Mercado Negro”
  2. “Morena”,“mulata”
  3. “Cabelo RUIM”
  4. “Cabelo BOMBRIL”
  5. “Cabelo DURO”
  6. “Cabelo (Quando não esta preso está armado)
  7. “Inveja Branca”
  8. “Amanhã é dia de branco”
  9. “Da cor do pecado”
  10. “Serviço de preto”
  11. Negra “de beleza exótica” ou com“traços finos”
  12. “A coisa tá preta”
  13. “Barriga Suja”
  14. “Nasceu com um pé na cozinha”
  15. “Não sou tuas negas”

Racismo no Brasil – Discriminação racial para imprimir

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