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Rubéola

Infecção viral contagiosa evitável por vacina e conhecida pela sua erupção vermelha característica.


A Rubéola é uma doença de transmissão viral causada pelo Rubivirus da família Togaviridae sendo uma doença extremamente grave e aguda, vamos conhecer um pouco mais dessa doença e suas conseqüências?

CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA “Rubéola”

A rubéola também conhecida por sarampo alemão é um doença de cenário raro, ou seja, não acomete tantas pessoas em alguns lugares do mundo, principalmente no Brasil, chegando a menos de 15 mil casos por ano, a doença é transmitida pelo vírus da própria rubéola, a mesma é uma doença contagiosa podendo ser transmitida por uma simples tosse ou ate mesmo espirros por meio de secreções nasofaríngeas, um fator interessante da doença é que uma pessoa pode transmitir a rubéola mesmo não sabendo que ainda está com a infecção, essa transmissão pode ocorrer uma semana antes, ou seja, de 5 a 7 dias, podendo ser antes ou depois do inicio da doença.

Um fator de grande importância e atenção é que a rubéola pode infectar principalmente gestantes na fase do pré natal, trazendo complicações de níveis graves tanto para mãe e o feto:

  • Pode afetar a mãe logo no começo da gravidez, ou seja, o primeiro trimestre
  • Má formação congênita, como surdez, má-formação nos órgãos e no sistema cardíaco, retardo no fator crescimento, catarata, deficiência intelectual
  • Essa doença pode ser considerada congênita pelo fato que durante a gravidez a mãe passa a doença para o filho, com esse fator, a doença ficou conhecida como SRC (síndrome da rubéola congênita) com esses fatores agravantes houve mais atenção nos casos específicos na área da epidemiologia.

TRAJETÓRIA DA DOENÇA NO BRASIL

A rubéola no Brasil ainda era um fator de âmbito desconhecido por muitos, foi apenas no inicio dos anos 80 que a doença começou a ganhar maior visibilidade pela população, que até então era desconhecida, diante disso, surgiu a necessidade de abrir campos de pesquisas para analisar e combater a doença, chegando à definição que anticorpos seriam um grande ataque contra a rubéola, assim precisava-se que esses anticorpos chegassem à circulação sanguínea do corpo humano, dando ênfase a vacina contra a rubéola, chamada de vacina tríplice viral, que serve para combater os 3 tipos de doenças de nível de  infecção grave como: Sarampo, caxumba e rubéola, a vacina ainda era muito restrita naquela época, apenas crianças de 1 a 11 anos de idade podiam receber a dose, com o passar dos anos foi ampliada a  faixa etária.

Principais pontos:

  • 1998 a 2000, campanhas de vacinas para alertar mulheres principalmente aquelas em idade fértil, entre 12 a 49 anos de idade
  • 2004 Segunda dose da vacina contra a doença, o publico alvo eram crianças de 4 a 6 anos de idade
  • Diante da grande campanha, ampliou-se a vacina para homens de até 40 anos de idade, e mulheres de 49 anos de idade, não podendo passar dessa faixa etária
  • Com as campanhas e a intensificação da vigilância epidemiológica, reduziu 80% dos casos, anos de 2003 a 2006

Infelizmente no ano de 2006 houve alguns grandes surtos em alguns estados Brasileiros, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sendo quem em 2007, 19 estados sofriam com o surto da doença, dados apontam que naquele ano foram mais de 6.000 casos confirmados, os homens eram os principais a serem afetados pela doença, chegando a ser confirmado 75% dos casos divulgados.

Com a campanha intensificando a busca pela proteção da doença em 2008 houve a diminuição da faixa etária tanto para homens e mulheres, de 20 a 39 anos, alcançando 97% o alvo de vacinas para a população.

No ano de 2009 não houve mais nenhum caso confirmado de rubéola no Brasil, tanto que o mesmo ganhou um certificado de erradicação da doença em 2015, mas nos dias atuais, vivenciamos grandes surtos da caxumba.

SINTOMAS

Os sintomas durante a doença podem ser diversos:

  •  Como febre baixa, ou seja, em um grau mais leve,
  • Os olhos podem chegar a ficar em um nível mais avermelhado, sendo um alerta
  • A pessoa infectada pela doença pode sentir incomodo muscular, dores nas articulações
  • A sensação de mal estar,
  • Em alguns casos podem aparecer caroços, nódulos atrás da orelha, no pescoço, ou seja, é preciso ficar bastante atento nesses casos
  • Irritação nas mucosas (congestão nasal)
  • Erupções na pele, sendo que esse fator ainda pode ser não considerado um sintoma da doença especificamente, mas sim de outras doenças de teor parecido, por isso é importante o acompanhamento medico para o exame especifico

FATORES DE GRANDE RISCO

  • O primeiro fator que é o principal para combater a doença é tomar a vacina tríplice viral, se não for tomada a vacina a doença pode sim infectar o individuo e gerar problemas graves, como caxumba, sarampo
  •  Viajantes são o alvo principal, principalmente quando viajam para estados, cidades ou até mesmo para fora do Brasil, que tem a maior incidência de casos, é de extrema importância estar com a vacina em dia, protegido.
  • O programa nacional de vacinação, já estabelece que pessoas que apresentam a idade menor que 29 anos já tenha as duas doses da vacina.
  • O grande fator de risco é a aproximação de pessoas já infectadas pela doença podendo transmiti-la de diversas maneiras, como já mencionado
  • Os recém nascidos são os mais prejudicados pela doença, pois ainda não receberam a dose da vacina, só recebem a partir dos 12 meses de vida
  • Os Adultos mesmo vacinados não estão totalmente protegidos da doença é de extrema importância que depois de algum tempo a vacina seja reforçada para evitar o aparecimento da mesma

ORIENTAÇÕES PARA INDIVÍDUOS JÁ COM A DOENÇA

  • Repouso é de extrema importância, principalmente para aliviar dores musculares e nas articulações,
  • Uso de medicamentos que possibilitem abaixar o nível de febre e dores no corpo
  • Evitar lugares com muitas pessoas para não haver a contaminação das mesmas
  • E seguir todas as orientações passadas pelo medico, por mais que a doença não tenha um tratamento especifico 

Um ponto de grande importância que deve ser salientado é que se a pessoa já teve a doença da rubéola não tem a possibilidade alguma de ter a doença novamente, ficando imune pelo resto da vida.

Por mais que a doença tenha sido erradicada no Brasil, não se pode parar os esforços contra a doença, pois a rubéola infelizmente ocorre em grande quantidade em diversas partes do mundo podendo chegar ao Brasil através de turistas que não estão em dia com a vacinação, com isso é de extrema importância manter a campanha contra as doenças infecciosas.

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