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Texto sobre Folclore


Selecionamos nesta postagem o Texto sobre Folclore com sugestões de Cantigas de Roda e Parlendas – Poemas para leitura.

O dia 22 de agosto está se aproximando e com ele vem o dia nacional do folclore. A palavra tem o significado de cultura, Sinônimo de crenças, enfim. É o que um povo acredita e que muitas vezes vem de geração para geração.

O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem á festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país. A festa de Iemanjá é uma delas. A rainha dos mares também faz parte do folclore.

O folclore brasileiro é um dos maiores do mundo, em relação a quantidade de lendas e de como as pessoas encaram a data. É um dia muito comemorado, principalmente no Norte do país, de onde a maioria das histórias foram criadas.

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil.

Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas.

O que é folclore?

A palavra Folclore, segundo o dicionário significa conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções.

Folclore é tudo que simboliza os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo, como conhecimento passado de geração em geração, por meio de lendas, canções, mitos, hábitos (incluindo comidas e festas) , utensílios, brincadeiras, enfeites.

Para conhecermos a história de um povo, de um país ou de uma região é importante que conheçamos a sua cultura, suas tradições, ou seja o seu folclore. O folclore é também uma forma de manifestação cultural dos povos.

Desde 1965 , no Brasil, temos um dia oficial para comemoramos as nossas tradições folclóricas: o dia 22 de agosto é o dia do folclore.

Recomendamos também: Musicas folclóricas.

O que faz parte do nosso Folclore?

As canções de ninar que são passadas de pais para filhos, cantigas de roda, brincadeiras, jogos, lendas e mitos, superstições, artes. Além disso, as danças típicas das regiões e as festas típicas como a Festa do Boi (do Boi-bumbá ou Bumba-meu-boi que recebe outros nomes dependendo do estado) as festas juninas, Carnaval, o Maracatu entre outras são todas manifestações do nosso folclore.

Os utensílios usados por nossos antepassados (brancos, negros e índios) para caça, pesca , artesanato e outros, tudo faz parte do folclore.

Texto sobre Folclore – Cantigas de Roda Folclóricas

Cantigas de Roda

  • ATIREI O PAU NO GATO

ATIREI O PAU NO GATO TO
MAS O GATO TO
NÃO MORREU REU REU
DONA CHICA CA
ADMIROU-SE SE
DO MIAU, DO MIAU
QUE O GATO DEU
MIAU…

  • SAI PIABA

SAI, SAI, SAI
Ó PIABA,
SAIA DA LAGOA.
BOTA A MÃO NA CABEÇA
OUTRA NA CINTURA
DÁ UM REMELEXO NO CORPO
DÁ UMA UMBIGADA
NA OUTRA.

  • PAI FRANCISCO

PAI FRANCISCO ENTROU NA RODA
TOCANDO O SEU VIOLÃO
DÃO RÃO RÃO DÃO DÃO [BIS]
VEM DE LÁ SEU DELEGADO
PAI FRANCISCO
VAI PRA PRISÃO
COMO ELE VEM TODO REQUEBRADO
PARECE UM BONECO
DESENGONÇADO.

  • POMBINHA BRANCA

POMBINHA BRANCA
O QUE ESTÁ FAZENDO
LAVANDO A ROUPA
DO CASAMENTO.
A ROUPA É SUJA
É COR-DE-ROSA
POMBINHA BRANCA
É PREGUIÇOSA.

Veja também: Texto sobre o que é Folclore.

Texto sobre Folclore – Parlendas Folclóricas

Texto sobre Folclore - Parlendas

  • REI CAPITÃO
    SOLDADO LADRÃO
    MOÇA BONITA
  • DO MEU CORAÇÃO.
    UNI DUNI TÊ
    SALAMÊ MINGUÊ
    UM SORVETE COLORÊ
    O ESCOLHIDO FOI VOCÊ.
  • MEIO-DIA
    MACACO ASSOBIA
    PANELA NO FOGO
    BARRIGA VAZIA.
  • HOJE É DOMINGO
    PÉ DE CACHIMBO
    CACHIMBO É DE BARRO
    DÁ NO JARRO
    O JARRO É FINO
    DÁ NO SINO
    O SINO É DE OURO
    DÁ NO TOURO
    O TOURO É VALENTE
    DÁ NA GENTE
    A GENTE É FRACO
    CAI NO BURACO
    O BURACO É FUNDO
    ACABOU-SE O MUNDO.
  • CHICOTINHO QUEIMADO
    VALE DOIS CRUZADOS
    QUEM OLHAR PRA TRÁS
    LEVA CHICOTADA.
    CABRA CEGA DE ONDE VEIO?
    VIM DO PANDÓ
    QUE TROUXESTE PRA MIM?
    PÃO-DE-LÓ
    ME DÊ UM PEDACINHO?
    NÃO DÁ PRA MIM
    QUANTO MAIS PRA TUA AVÓ.

Texto sobre Folclore – Poemas Folclóricos para leitura

  • Sacizadas

O leite azedou
O ovo gorou
Será que o mundo
Maluco ficou?
Meu livro sumiu
Ninguém mexeu
Pedaço de toco
O boi comeu.
Galinha fugiu
Redemoinho formou
Vim cá correndo e
Ninguém me chamou.
Cadê o toicinho
Que eu pus bem ali?
Acho que um saci
Passou por aqui…

Sander, Fernanda
Texto inédito, 2002.

Texto sobre Folclore

  • Encontro com lobisomem

Dizem que lobisomem
É meio bicho e meio homem
Que nas noites de lua cheia
A tudo que encontra consome.

É folclore no Brasil
Mas alguém fala existir
É monstro feio cabeludo
Ao falar dele todos param de rir.

O lobisomem rasga os cachorros
Por onde passa deixa o rastro
É sanguinário é bestial
Maltrata os animais no pasto.

Encontrei com um lobisomem
Quando ia namorar
A noiva morava no sítio
Nem gosto disso lembrar.

Ele olhou para mim
Com aqueles olhos terríveis
Olhos grandes e rasgados
Janelas pro invisível.

Enfrentei o lobisomem
Ora parecia bicho, ora parecia homem
Com urros terríveis
O medo quase me consome.

Quase vim a desmaiar
Quando veio me pegar
Parecia do além
Situação difícil para alguém.

Criei força e coragem
Ferveu nas veias o sangue nordestino
Aquilo para mim era visagem
Morrer ali seria meu destino?

Nada disso, chamei por Deus e Jesus
O bicho me perseguia
Era violento e terrível à vista
Momentos que para ninguém eu queria.

O monstro quase me abraçou
Abraço temível sem amor
Minha blusa com as unhas tirou
Quase minha pele devorou.

Acertei-o com um murro
Era duro como pedra
Quase quebrei a mão
Ao bater naquela fera.

Ao procurar sacar a arma
O bicho não me dava chance
Pulava pra cima de mim
Estava mais feio que antes.

Consegui ferir o bicho
Que soltou um alto grito
Na mata ele entrou, não sei o que ele era
E nunca mais voltou…

Poema do livro: “NÓS SOMOS POESIA” – Antonio Cícero da Silva, 2005, RJ

Texto sobre Folclore

  • O Curupira

Seu Curupira, dono da mata,
como é, como é você?

Quem já viu o Curupira
cai sempre em contradição:
uns falam que ele é gigante,
outros, que é um curumim
e outros, que é um anão.
Uns falam que ele se mostra,
outros dizem que se escondem
bem dentro do breu da noite.

Mas ninguém duvida, jamais,
que o Curupira protege
as matas e as florestas
e é o senhor dos animais.

E o Curupira, se vê um caçador,
vira mágico e vira a mata.
Dá sinais, engana e pia,
assobia e espanta as aves
e espanta os outros animais.
E assim ele desvia a morte
e desvia dos caminhos o caçador.

Se o caçador não se retira,
vira fera o Curupira,
Os pêlos soltam-se do corpo,
monta num porco-espinho
e, com ira, o Curupira se atira
pra cima do caçador.
Na mata, o caçador já não mata:
chegou seu dia de caça,
vira caça do Curupira.

E o Curupira, se vê um lenhador,
brinca de esconde-esconde.
Só pra defender a floresta,
nos troncos ele se esconde.
O corpo se encolhe pra dentro,
a queixada e as imensas orelhas
se balançam com febre pra fora.
Nervosos, os galhos de agitam
e os pêlos do Curupira se arrepiam
e soltam mil choques e luzes.

O lenhador quase pira:
pega o machado, dá no pira,
sem ver que era o Curupira.

E o Curupira só ternura inspira
aos habitantes da mata.
Mas quem mata ou destrói a mata
vai ter que enfrentar a ira
do valente Curupira.

Seu Curupira, dono da mata,
como é, como é você?

Elias José, Cantos de encantamento, 1996. Pag, 12-13

Texto sobre Folclore

Texto sobre Folclore – Personagens do Folclore

Conheça alguns personagens do folclore com esse Texto sobre Folclore:

Texto sobre Folclore

Texto sobre Folclore – Negrinho do Pastoreio

Diz a lenda que o Negrinho do pastoreio era um pequeno menino escravo que tremia de medo de seu patrão. Este era muito bravo e quando estava irado colocava o pobre Negrinho de castigo.

Um dia, ao perder uma corrida de cavalos, o seu patrão o amarrou numa árvore e deu-lhe uma surra de chicote. Depois ainda ordenou que o Negrinho fosse no ponto mais alto da fazenda e tomasse conta dos cavalos durante um mês e que se algo acontecesse a eles ele levaria mais um castigo.

O pobre Negrinho, já vencido pela fome e sono, dormiu e os cavalos fugiram. Ao acordar, viu-se em apuros, pediu proteção a sua madrinha Nossa Senhora, e com uma pequena vela foi procurar os cavalos.

Aconteceu que onde as gotas de cera da vela pingavam uma luz acendia-se e logo tudo ficou claro. O Negrinho encontrou os animais e levou-os de volta para a fazenda.

Ainda hoje, se alguém perder alguma coisa e acender uma vela para o Negrinho do Pastoreio, diz-se que logo encontrará.

Texto sobre Folclore

Texto sobre Folclore – Iara

Iara, a mãe d’água, versão brasileira da lenda das sereias.

Moça bela, vive no rio Amazonas e, nas noites de lua cheia, fica sentada numa pedra, penteando seus longos cabelos, para atrair os jovens com quem deseja casar.
Dizem que tem uma voz tão boa, bonita e tocante que o homem que a ouve morre de paixão por ela.

Texto sobre Folclore

Texto sobre Folclore: O Boto

Conta a lenda que no início da noite, o Boto transforma-se em um belo rapaz, forte, alto, bronzeado, vestido de branco e muito perfumado.

Com um jeito misterioso, o rapaz (Boto) chega nos bailes, dança, bebe, encanta as moças e escolhe a mais bonita. De madrugada, ele desaparece misteriosamente.

Dizem que quando desaparece é porque ganhou novamente sua forma de boto e mergulhou profundamente.

Quando está na forma humana, usa sempre um chapéu para que ninguém veja a abertura que tem na sua cabeça, comum aos botos.

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