Mar Vermelho

Localização, características gerais, origem, recursos econômicos, canal de Suez e mais.


O Mar Vermelho é um golfo, ou seja, uma reentrância da água do mar no continente, chama atenção por sua beleza e pela biodiversidade da vida marinha.

Localização: Situa-se entre o continente asiático e africano, ao norte é limitado pela Península do Sinai, a Leste pela Península Arábica e a Oeste pela costa africana. Banha o Egito, Sudão, Eritreia, Djibouti, Iêmen, Arábia Saudita, Jordânia e Israel.

Mapa do Mar Vermelho

Características gerais

Segundo Schreiber e Ryan, no texto Mar Vermelho, o Mar Vermelho tem 300 km de largura máxima, profundidade máxima de 3.040 metros e 1.900 quilômetros de extensão. A diversidade de corais atraem centenas de espécies de peixes, milhares de espécies de invertebrados e centenas de espécies de tubarões.

Schreiber e Ryan também ressaltam que o Mar Vermelho possui uma das águas mais salgadas do mundo, tem coloração azul esverdeada, uma das hipóteses para denominação de “Mar Vermelho”, consiste na elevada quantidade das algas Trichodesmium erythraeum, que ao morrer se torna avermelhada, tornando trechos do mar avermelhado.

Também há outras hipóteses para atribuição do nome desse mar, como o desgaste de rochas, compostas de minério de ferro, que posteriormente são levadas pelo vento até o Mar, tornando-o avermelhado.

Origem do Mar Vermelho

Nos pautando na teoria de tectônica de placa, o Mar Vermelho foi originado através do movimento divergente (afastamento) entre a Placa Arábica e a Placa Africana, há cerca de 30 milhões de anos, o afastamento entre as placas, que ocorre por meio de um lento processo, deu origem a reentrância da água do mar no continente, formando o Mar Vermelho. Esta teoria nos permite afirmar que ele ainda está em formação, pois o movimento divergente das placas tectônicas continua ocorrendo, portanto, a tendência é que o Mar aumente sua extensão (no sentido leste – oeste) com o passar dos anos.

O geólogo Manzig, em seu texto Deriva Continental & Tectônica de Placa, afirma que o Mar Vermelho exemplifica um oceano em formação. Podemos comparar este processo de formação do Mar Vermelho com o processo de formação do oceano Atlântico, há 200 milhões de anos, iniciou-se o movimento divergente entre a Placa Sul-Americana e a Placa Africana, dando origem ao oceano Atlântico, logo este oceano, assim como o Mar Vermelho está em processo de expansão, pois nos dois casos o movimento divergente entre as placas tectônicas ainda existe.

Recursos econômicos

As características naturais do Mar Vermelho, água clara, temperatura entre 20ºC e 25°C e a biodiversidade chamam atenção de turistas e mergulhadores, fato que movimenta a economia dos países banhados por este mar.

Schreiber e Ryan, descreveram em artigo, que na região do Mar Vermelho existem depósitos de petróleo, gás natural, gesso, dolomita, enxofre, dentre outros, que são ou foram explorados em diferentes níveis pelos países vizinhos ao Mar Vermelho.  

Estas atividades são aspectos importantes da atividade econômica dos países da região do Mar Vermelho. Porém, nem todos os recursos minerais são extraídos devido a profundidade que alguns depósitos se encontram ou baixa concentração dos minérios.

Veja também:

Projeto de ligação Mar Vermelho – Mar Morto

Segundo Melo, de 1930 até os dias atuais, o Mar Morto abaixou 34 metros. De início a única causa que originava a diminuição do Mar Morto era a evaporação, mas desde 1970 duas causas tem acelerado o processo:

  • Utilização do Rio Jordão: A única fonte de água que alimenta o Mar Morto é o Rio Jordão, mas a vazão deste rio tem diminuído drasticamente, porque suas águas são utilizadas para abastecimento da população e, principalmente, desviadas para locais destinados a agricultura, por dois países, Israel e Jordânia.
  • Represamento das águas do Rio Jordão para exploração de minério.

Várias hipóteses e projetos foram cogitados na tentativa de salvar o Mar Morto, atualmente, uma empresa estadunidense criou um projeto que pretende ligar o Mar Vermelho ao Mar Morto, como o Mar Morto se encontra em uma área de depressão, 420 metros abaixo do nível do mar, as águas do Mar Vermelho seriam transportadas por impulso natural. O projeto também prevê a construção de usinas de dessalinização, para evitar que se aumente o nível de salinidade do Mar Morto, o canal de água (levadas do Mar Vermelho para o Mar Morto) também poderia ser utilizada para produção de energia elétricas.

Melo também destaca em seu artigo, “Um mar em busca de água”, que há desvantagens no projeto, como o custo elevado para efetivação das obras necessárias e impactos ambientais que podem ser desencadeados no Mar Morto e no Mar Vermelho.

Mar Morto e no Mar Vermelho.

Canal de Suez

Foi construído no Egito, na Península do Sinai, com objetivo de ligar o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo, ou seja, permite o contato entre oriente e ocidente, possibilita aos europeus acesso a Ásia, sem ter que contornar o continente africano. É um canal de extrema importância, pois aproximadamente 10% das rotas comerciais passam por ele.

Este canal possui 195 km de extensão, é considerado o maior canal artificial do mundo e não teve necessidade de construir eclusas (porque o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo estão no mesmo nível), recentemente, o Egito criou um novo projeto para ampliação do canal, seria um aumento de 35 km de extensão, além de aumentar a largura e profundidade do canal.

Referência Bibliográfica

  • MANZIG, Paulo César. Deriva Continental & Tectônica de Placa. Disponível em <http://www.geoturismobrasil.com/REVISTA%20ARTIGOS/deriva%20continental%20-%20Manzig.pdf>. Acesso em 06 de Set de 2019.
  • SCHREIBER, RYAN. Charlotte, William B.F. Red See. Disponível em <https://www.britannica.com/place/Atlantis-II-Deep> Acesso em 06 de Set de 2019.
  • MELO, Carolina. Veja, São Paulo: Abril, ed. 2215, ano 44, n. 18, p. 144-145. 4 maio 2011. Disponível em:  <http://www.editoradobrasil.com.br/portal_educacional/fundamental2/projeto_apoema/pdf/textos_complementares/geografia/9_ano/apg9_texto_complementar8.pdf> Acesso em 06 de Set de 2019.

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