Ginástica artística


A Ginástica Artística é um conjunto de práticas esportivas organizadas de forma sistemática, nas quais são combinadas modalidades que demandam força, velocidade e muita elasticidade.

A palavra ginástica tem origem no idioma grego gymnádzein, que tem o significado de “exercitar-se sem roupa”, que era a maneira como os gregos se exercitavam na Antiguidade. As práticas de ginástica artística são organizadas através de sequências de acrobacias e movimentos em diversos tipos de aparelhos, que exigem força, agilidade e precisão.

História da ginástica artística

Existem relatos de práticas de ginástica artística sendo praticadas desde a Antiguidade egípcia, ainda que estes relatos sejam pouco precisos. Os primeiros relatos ocidentais destas práticas datam da Antiguidade grega, onde alcançou prestígio e destaque social, se tornando uma modalidade competitiva e uma preparação para outras práticas esportivas.

O interesse pela ginástica artística diminuiu durante a Idade Mádia, ressurgindo  no inicio do século XVIII. Nesta época, surgiram as escolas Alemã (permeada por movimentos mais lentos e rítmicos) e sueca (rica no uso de aparelhos). Estas escolas promoveram o desenvolvimento do esporte, se tornando essenciais para a prática moderna deste esporte.

Assim, em 1811, o alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn, fundou a primeira escola de ginástica, na qual soldados alemães se preparavam para combater o exército de Napoleão Bonaparte. Friedrich Ludwig Christoph Jahn também desenvolveu grande parte dos saltos da ginástica e aparelhos como o cavalo com alças, trave, barras paralelas e barras horizontais.

Em 1881, foi criada a Federação Europeia de Ginástica, e desde então o esporte tem se popularizado pelo mundo inteiro.

A ginástica artística é uma modalidade olímpica desde as Olimpíadas de Berlim, em 1936, na qual surgiram as categorias masculina, feminina, individual e por equipe. Campeonatos mundiais de ginástica artística são realizados a cada dois anos, atualmente.

Mulher ginástica artística

Modalidades

A ginástica artística olímpica congrega uma variedade de exercícios físicos, com fundamentos técnicos diversos.

Na modalidade masculina, as provas são divididas em: solo, argolas, barras fixa e paralelas, cavalo com alças, salto sobre mesa, argolas e solo.

Na modalidade feminina as provas são divididas em: solos, salto sobre a mesa, paralelas assimétricas e trave de equilíbrio.

Competição, arbitragem e pontuação

Nas provas de ginástica artística, a pontuação do atleta depende dos erros técnicos cometidos, do grau de dificuldade dos movimentos, da qualidade de sua execução e da coerência da sequência.

Os exercícios realizados por cada ginasta são julgados por um conjunto de árbitros, o Painel A e o painel B. O Painel A tem como função analisar a nota máxima do conteúdo do exercício, ou seja, a Nota A. A Nota A leva em consideração o
grau de dificuldade dos movimentos executados.

O Painel B tem como função analisar os erros na execução dos movimentos e a qualidade da apresentação artística, durante os movimentos. A nota final do atleta é calculada ao somar-se as notas A e B.

Nas competições em equipes e individuais, as provas são classificadas e divididas de acordo com os aparelhos utilizados, assim como de acordo com o gênero dos ginastas:

Provas masculinas e femininas, também chamadas de provas mistas:

Solo, prova na qual o atleta executa uma sequência obrigatória de movimentos, limitados a um quadrado com lados de 12 metros cada, no tempo total setenta de segundos para atletas homens e noventa segundos para as mulheres, sendo que apenas as mulheres se apresentam com música.

Salto sobre o cavalo, prova na qual o atleta salta apoiando-se no aparelho, após uma corrida sobre uma pista de 25 metros de comprimento. O objetivo desta prova é realizar acrobacias e movimentos no ar.

Provas apenas masculinas, que têm como característica as manobras de força nas sequências acrobáticas dos atletas:

Argolas, prova na qual o ginasta realiza movimentos a uma altura de 2,80 metros, ao mesmo tempo em que segura as argolas somente com as mãos.

Cavalo com alças, prova na qual o atleta realiza uma sequência de movimentos sem permitir que suas pernas encostem no aparelho.

Barras paralelas, prova na qual o atleta realiza uma sequência de movimentos apoiando-se na barra com, pelo menos, uma de suas mãos.

Barra fixa, prova na qual o atleta realiza uma sequência de movimentos em uma barra de 2,80 metros de altura.

Provas femininas, que têm como característica a precisão dos movimentos, o ritmo e a elegância dos movimentos:

Barras assimétricas, prova na qual a atleta realiza uma sequência de movimentos entre barras são colocadas em alturas desiguais, o que obriga a atleta a se movimentar através das duas.

Trave, prova na qual o atleta realiza uma sequência de movimentos ao mesmo tempo em que se equilibra em uma trave de espessura de 10 centímetros.

Movimentos da ginástica artística

Em uma competição de ginástica artística, o objetivo dos atletas é executar de forma perfeita e elegante todos os movimentos das provas. Ao competirem, os ginastas realizam diversos movimentos com sequências pré-determinadas; realizados em aparelhos e no solo. Esses movimentos ocorrem nos aparelhos e no solo. Uma competição de ginástica artística ocorre de várias maneiras, com diversos tipos de regras, ainda que geralmente a qualidade dos exercícios executados determine a nota dos atletas, e consequentemente a posição do ginasta no ranking.

Ao executarem uma prova, os ginastas realizam seus

giros, saltos e outras acrobacias sem poderem ultrapassar os limites determinados da quadra, na forma quadrangular. Na categoria masculina, os homens têm 70 segundos para executar seus movimentos e na categoria feminina as mulheres têm 90 segundos de execução.

Os principais movimentos da ginástica artística são:

Diamidov, movimento realizado com as barras paralelas, no qual o atleta tem que segurar apenas com uma mão a barra e girar ao redor de seu próprio corpo;

Estendida, movimento no qual o atleta mantém o corpo em linha reta, sem formar nenhum ângulo.

Abertura, movimento que trabalha e articula os quadris e as pernas do atleta;

Avião, movimento no qual o atleta precisa manter uma das pernas no chão e levantar a outra por trás, enquanto mantém os braços abertos;

Carpada, movimento no qual as pernas do atleta devem ser mantidas estendidas formando um ângulo com o tronco do ginasta.

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